O crime deixou os trabalhadores e colaboradores do Theatro Circo (TC), onde Gabriela trabalhava, em estado de choque e revoltados com mais um caso de violência doméstica.Em comunicado, o TC revela que decidiu realizar hoje uma vigília na entrada principal daquela teatro, às 21h30, em lugar do espetáculo que a Companhia de Teatro de Braga – CTB ia levar a proscénio. «A Gabriela era parte da equipa, da família do TC, desde 2010. Na memória dos colegas deixa a profunda bondade, a simpatia e o sorriso fácil, a prontidão em ajudar em todas as situações, mesmo em momentos de adversidade” começa por referir o comunicado do TC. «A Gabriela foi vítima de violência doméstica e o Theatro Circo, que conta na sua equipa com 17 mulheres, que todos os dias fazem deste espaço um lugar de fruição de arte, de cultura, de harmonia, não pode deixar de repudiar profundamente este ato de violência que tirou a vida a uma das melhores pessoas que contribuía diariamente para esta casa. A Gabriela deixou dois filhos, a quem dirigimos os nossos sentimentos e enviamos votos de coragem neste momento difícil», aponta ainda o comunicado, acrescentando que «convidamos a cidade a juntar-se a nós, vestindo de branco e trazendo consigo uma flor». «Uma homenagem à Gabriela e a todas as vítimas de qualquer tipo de violência doméstica», vaticina o comunicado. Nem uma vítima mais.
Autor: Nuno Cerqueira